quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

2º CAPÍTULO




QUINTA-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO DE 2010

O COMEÇO DE UMA NOVA VIDA

“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas antigas ja passaram, eis que tudo se fez novo”(2 Cor. 5.17)
1-    MEUS PRIMEIROS PASSOS NA VIDA CRISTÃ
Congregava na congregação da Condor, Belém-Pa. Dentro de três meses dei o meu primeiro testemunho em um culto de mocidade realizado na congregação de São Lazaro. Lembro-me que falei sobre o versículo que até hoje mexe tanto comigo: Mc. 16.15 “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Com 6 meses de conversão fui batizado nas águas e cantava no coral da congregação. Com um ano de fé, assumí lideranças juvenis; logo fui separado para auxiliar na congregação de José Bonifácio e também para ser assistente da mocidade naquela Congregação, dirigida pelo amado presbítero Pedro Pereira da Silva. No ano seguinte fui o assistente de jovens no Templo Central  e vice-presidente da UMAD (União da Mocidade da Assembléia de Deus).
2 - MEU CASAMENTO
O que acha uma esposa, acha o bem e alcançou a   benevolência do Senhor
” ( Pv 18.22)

            Naquele período, fiquei noivo e logo me casei exatamente com a pessoa certa, aquela que Deus fez para mim e que foi usada para conduzir-me aos pés de Cristo. Ela se chama Rosa Maria de Jesus Ferreira Cunha. O nosso casamento foi no dia 30/07/66. Quando a conheci estava terminando o seu curso pedagógico porém já exercia a profissão de professora do Esdado e do Município enquanto eu era funcionário da Universidade Federal do Pará,  exercendo  a função de motorista do magnífico  reitor.  Ela  era uma jovem comprometida  com a obra de Deus,  todo  o  seu tempo  livre  dedicava ao Senhor; trabalhava em lideranças juvenis,  cantava no Coral  da  Congregação e no Coral do Templo Central, era professora da Escola Dominical, trabalhava como visitadora,  fazia  parte do círculo de oração e sempre estava  presente  nas vigílias. Foi  uma pregadora de “mão cheia”;  segundo meus critérios uma das melhores que surgiram em Belém. Por várias vezes no pastorado do saudoso pr.Alcebíades P. Vasconcelos, ela era  convidada para ser a pregadora em  encerramentos de congressos de mocidade, quer em  praças públicas ou Igreja. Louvo a Deus pela companheira que Ele me deu pois ela foi sempre de grande ajuda, tanto no meu crescimento espiritual como durante todo o meu ministérioJuntos e somente juntos, pudemos realizar a obra que Deus tinha para  fazer  através das nossas vidas.
3– A PRIMEIRA E.B.F. (ESCOLA BÍBLICA DE
                        FÉRIAS) EM BELÉM

A primeira E.B.F. em Belém foi realizada na Congregação de José Bonifácio no ano de 1969. O dirigente da Congregação era o Presbítero Pedro Pereira da Silva e a organizadora deste evendo foi a minha esposa, irmã Rosa Maria de Jesus Ferreira Cunha. Nesta E.B.F., aconteceu algo interessante. Pela primeira vez em Belém foi usado o recurso audio-visual através de flanelógrafo, o que naquela época era quase um pecado. O nosso pastor presidente esteve no encerramento, e no pulpito houve um ligeiro descontentamento com um outro pastor que apoiava plenamente aquele tipo de trabalho, visto que a sua origem era batista. Não obstante aquele ligeiro percanse, louvamos a Deus pelo resultado daquela E.B.F. Foram várias as crianças que aceitaram a Cristo e 32 foram batizadas no Espírito Santo. Glórias a Deus!
Em uma manhã aconteceu algo maravilhoso. Uma senhora que era batista tradicional, veio buscar a sua netinha que participava da E.B.F. Na oração final, houve uma manifestação muito grande do poder de Deus e Jesus batizou com o Espírito Santo aquela menina deixando a mulher muito assustada. Quando ouviu a criança falar em línguas, cheia do poder de Deus, ela começou a chorar e dentro de poucos instantes ela também foi  batizada e curada de um nódolo (canceroso) no seio.  Louvado seja Deus!!!
Esta senhora era a genitora de um pastor batista em Santarém com quem  vivia, e chorando dizia: “Como vou contar ao meu filho, ele ensina contra os pentecostais, porém… eu estou curada!!!

4 – A CHAMADA PARA O MINISTÉRIO

Quando falei à Rosinha dos meus sentimentos por ela, me disse: “ Só me casarei com um jovem que tenha a mesma chamada que eu tenho”. logo fiquei sabendo a sua história.

Ela tinha apenas 12 anos de idade quando adoeceu gravemente. Sua mãe estava durante toda a noite à beira de sua cama temendo que a qualquer hora ela pudesse passar para o Senhor. Em um certo momento  Rosinha teve a seguinte visão: Ela tinha sido transportada a um lugar até então desconhecido para ela. Estava diante de uma grande multidão de pessoas tristes, acabrunhadas e famintas, suas vestiduras eram coloridas e carregavam seus filhos nas costas. De repente uma pessoa tomou uma cesta cheia de pães, colocou no seu braço e disse-lhe: “Alimenta este povo”. O povo recebia os pães de bom grado, e quando levavam aquele alimento à boca, ela podia observar que os pães se transformavam em folhetos bíblicos, e que eles comiam com alegria. Observava também a mudança nos seus rostos e um novo sorriso que brotava nos seus lábios. Foi uma grande experiência que ela viveu.

Desde os meus primeiros dias de fé comecei a sentir o ardente desejo de ocupar-me mais e mais na obra de Deus. Não podia ouvir falar de missões sem chorar. Me apaixonei pela obra missionária na Africa; escrevia e mantinha correspondências com missionários em Moçambique e Madagascar. Comecei a ter certeza da minha vocação missionária.

            No ano de 1970, o nosso pastor Firmino Gouveia lançou um desafio na Igreja: orar para que Deus levantasse 10 casais de jovens, chamados por Deus, para ir aos sertões do Piauí como evangelistas. Dentro de poucos dias havia 9 casais,de jovens, chamados por Deus, para ir aos sertões do Piauí como evangelistas. Dentro de poucos dias havia 9 casais, irmãos que estavam deixando trabalhos, alguns a universidade, enfim, tudo para atender o chamado de Deus. Eu chorava desejando também ir. Estava disposto a deixar tudo, porém ainda não era batizado no Espírito Santo e consequentemente, não preparado para tal responsabilidade. Os dias estavam passando, os nove casais se preparavan para a viagem e o décimo casal ainda faltava. Um dia, já quase às vésperas da viagem, cheguei na Igreja vindo diretamente do meu trabalho, um pouco atrasado.O pastor  Firmino estava pregando. E como havia umas duas mil pessoas no templo, fiquei bem distante, junto à porta. De repente ele começou a falar sobre o casal que faltava e disse: “Eu creio que o candidato está aqui. Se falta alguma coisa, peça para Deus. Faça como fez Jacó, lute com o anjo, não o solte enquanto não fores abençoado”. Eu me contorcia todo no banco, sabia que Deus falava comigo. Então disse para minha esposa: “Após o culto vou para a Congregação de Barão de Igarapé-merim, vou ficar dentro da congregação orando e não vou sair enquanto não for batizado no Espírito Santo”, ela disse: “Eu vou com você” (Por isso digo sempre que ela é minha fiel companheira.)

            Eram 22 horas aproximadamente. O casal de zeladores da Igreja quis nos acompanhar. Começamos a orar com grande determinação e não foi necessário muito tempo. As 2 horas e trinta minutos graças a Deus, fui batizado no Espírito Santo.Saímos pelas ruas, de madrugada, quase “explodindo” de alegria, falando em línguas, abraçados e envolvidos por tão grande poder. A notícia se espalhou na Igreja e, quando chegamos para o culto à noite, o pastor Firmino já sabia. Naquela mesma noite no culto de encerramento de um Congresso de Jovens, no mês de julho de 1969, fui apresentado e consagrado a Evangelista. 

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