quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

21º CAPÍTULO


SEXTA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2011


UMA VEZ MAIS DEIXAMOS O NOSSO QUERIDO BRASIL

1- A NOSSA GRANDE EXPECTATIVA - ROMA DIANTE DOS NOSSOS OLHOS

A loba Capitolina que segundo a lenda amamentou  Romulo e  Remo.
            No dia 15 de dezembro de 1997, no aeroporto de Brasília, nos despedimos dos irmãos de Brasília e de Caldas Novas, estes vieram em um ônibus fretado. Foram momentos emocionantes. Finalmente às 18:30 horas, em um vôo da Vasp, deixamos o nosso povo, a nossa igreja, o nosso clima tropical, a nossa língua, a nossa cultura e, desta feita, em direção ao velho continente, especificamente a milenar cidade de Roma, para atender ao chamado do Mestre e levar àquele povo a mensagem gloriosa do Calvário, o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, a solução incontestável para os problemas daquela gente tão sofrida espiritualmente.

2- NOSSA CHEGADA A ROMA
O COLISEU O GRANDE SÍMBOLO DA ROMA DOS CÉSARES

            As 18:30 horas, do dia 17 de dezembro de 1997, chegamos no Aeroporto Fiumicino de Roma. Antes de descer do avião e pisar em “terra firme”, minha esposa nos fez uma proposta, que ao pisarmos o chão italiano, deveríamos recitar aquele versículo de Js1.3: “Todo lugar que pisar a planta do  vosso pé vo-lo tenho dado”. Claro era muito grande a emoção de toda a família, pois todos compartilhavam da mesma  visão  e da  alegria  de estarmos no lugar para o qual Deus nos chamara desde tanto tempo. 
AEROPORTO DE ROMA - FIOMICHINO
No aeroporto, estávamos sendo esperados pelo pastor Celso Cortez, que tinha vindo de Milão (630km), para receber-nos. Depois de recebermos as boas vindas, tomamos um trem para o centro da cidade, a Estação Termini. Eram ainda 18h30m  fazia um tremendo frio. Todos estávamos cobertos com as pesadas e mais quentes roupas que havíamos comprado no Brasil, mas que para a realidade da Itália eram somente roupas de outono.
ESTAÇÃO CENTRAL DE ROMA - TERMINI
Às 23 horas, teríamos que tomar outro trem para Milão, onde pretendíamos passar alguns dias juntamente com a família do pastor, nos ambientando ao novo sistema de vida. Como o tempo nos favorecia, fomos comprar algumas famosas pizzas italianas para o nosso jantar e lá mesmo onde estávamos, na sala de attesa (espera), saboreamos aquela deliciosa “margherita”. Dentro de pouco tempo, estávamos novamente carregando aquele monte de bagagens para embarcar no trem com destino à grande Cidade industrial, Milão. As 5:30horas, ouvimos o aviso de que já havíamos chegado na Estação Central de Milão

2 – DEUS MEU... QUE PROVA DIFÍCIL!

ESTAÇÃO CENTRAL DE MILÃO
Quando descíamos por uma grande escada rolante trazendo a nossa bagagem em quatro  carrinhos, houve um pequeno acidente, as rodas do carrinho da frente travaram ficando engatado na escada. Isso ocasionou uma “avalanche” de malas, uma montada sobre a outra e, nós, que estávamos empurrando, ficamos um pouco machucados. Naquele momento, dois homens mal intencionados, se aproximaram e nos arrebataram alguns dos nossos pertences, coisa comum nas estações. Os bandidos costumam se posicionar naquele lugar, exatamente para aproveitar-se de situações semelhantes e assaltar os “coitados” turistas. Resultado, nós também fomos incluídos no rol dos “coitados” e entramos na “fila” das vítimas dos ladrões de estações.
 Foram roubados todos os nossos documentos pessoais, passagens de retorno, documentos escolares dos nossos filhos, agenda com todos os contatos no Brasil, carteira de habilitação nacional e internacional  minha e do meu filho, todos os documentos da família e todo o dinheiro que levávamos, que era resultado da venda do meu carro que havíamos recebido no aeroporto de Brasília: U$ 6.500 dólares meus e mais a indenização do trabalho dos filhos. Que tremenda prova! Era uma terra estranha, sem conhecer ninguém, sem dinheiro e sem saber falar uma palavra naquela língua. Como  nos explicaríamos? Minha esposa ficou machucada. Um dos assaltantes a pisou,  deixando-a 2 meses com o pé inchado sem poder usar o seu número de sapato. Meus filhos ficaram assustadíssimos ao verem aquela cena até então vista somente nos filmes. Depois da denúncia feita, fomos direto à casa do pastor, nosso acompanhante, sem querer nem ao menos apreciar a beleza daquela, fria cidade.

Creio que o leitor pode imaginar a nossa situação em um país tão distante. Em uma época de intenso frio, necessitávamos de roupas adequadas, sapatos apropriados e tantas outras coisas para aquela nova forma de vida e não tínhamos um centavo, nem para apanhar um ônibus. A casa do pastor era pequena, com dois quartos para quatro pessoas, porém foi naquela pequena casa “coração de mãe”, que ficou minha família e eu, seis pessoas a mais, por 15 dias. Não obstante as limitações, fomos muito bem tratados  e cuidados.

Precisávamos voltar a Roma e tentar conseguir um apartamento para alugar. Estávamos orando a Deus, pedindo a sua orientação e ajuda,  quando Berit, uma preciosa missionária norueguesa, amiga nossa desde quando trabalhávamos na Bolívia, tomou conhecimento do ocorrido e juntamente com o seu esposo Mindor Stokset, enviou-nos uma boa ajuda que veio nos socorrer, naquela tão grande emergência. Deus é fiel!

3 -A MULHER QUE TINHA O SINAL NO ROSTO

            Foram 15 dias que passamos em Milão, no pequeno apartamento do pastor Celso Cortez. Agradecemos a Deus pela vida deste servo de Deus, a sua esposa irmã Marlene e filhos. Agradecemos aos irmãos daquela cidade que foram tão generosos conosco, nos ajudaram com roupas e colchas , pois na nossa chegada estava nevando em Milão.

Quando estávamos nos preparando para esta viagem a Roma, Deus mandou ali, na casa onde estávamos, um casal de missionários e com eles veio a mulher que tinha o sinal no rosto, Dulcinéia. Minha esposa a conhecia através de uma revelação que Deus lhe dera há alguns anos atrás Deus fez questão de mostrar até a pessoa que iria nos receber em Roma. Agradecemos ao Senhor pela maneira como Ele usou essa senhora para nos ajudar.
           
4 - O CASAL QUE NOS HOSPEDOU EM ROMA

Ugo Sottile e Maria José nos receberam em sua casa por uma indicação da irmã Dulcinéia ( a mulher que tinha o sinal no rosto). Isso não é comum na Itália. Nunca um italiano recebe em sua casa uma pessoa desconhecida, muito menos uma família numerosa como é o nosso caso. Porém Deus estava no controle de todas as coisas.
A casa de Ugo era bastante grande, tínhamos à nossa disposição dois quartos e outras dependências. Durante o dia andávamos procurando casa para alugar, à noite, nos reuníamos para orar e louvar a Deus juntamente com aquele casal que também era crente. A cada noite aumentava o número de pessoas interessadas em ajuda espiritual. Uma delas, de origem africana (Etiópia), adoeceu e estava muito mal. Fomos convidados para ir à sua casa na companhia de Ugo, que era o nosso intérprete. Oramos e ministramos a palavra de Deus. Dentro de alguns dias, soubemos que a doença daquela pessoa por quem tínhamos orado era Aids, mas que tinha sido curada. Louvado seja o Senhor!

Foi muito difícil encontrar casa para alugar. O fato de não termos a documentação legalizada, com visto de permanência, nos dificultava. Alguns proprietários diziam: “Além de não terem o documento, ainda são brasileiros!”

Depois de 29 dias, com a intervenção de uma brasileira (a irmã Teresa) casada com um italiano, conseguimos entrar em contato com um senhor, que ao saber que éramos missionários e que iríamos abrir uma igreja, disse que alugava um apartamento se nós também alugássemos  o salão com 250m² que estava no térreo do prédio. O problema era que os dois aluguéis custariam L.3.000.000 (três milhões de Liras), o equivalente a U$ 2.000 dólares. Além disso, é lei na Itália, que se pague um mês adiantado e dois meses de depósito antes de se receber a chave do imóvel. Teríamos que ter U$6.000.00 dólares para receber a chave do imóvel. Teríamos que ter U$6.000.00 dólares para poder fazer aquele negócio, para mim seria impraticável. Ao entrar no salão, que havia funcionado como uma fábrica e que estava fechado há 6 anos, vi a sua precária condição. Apesar disso, Deus falou comigo: “Este é o lugar que eu tenho preparado”. Então eu me dirigi ao proprietário e disse: “Sim, ficamos com o salão”. O irmão Ugo, que estava ao meu lado ficou assustado e me perguntou: “O senhor entendeu quanto custa?”

Consegui convencer o proprietário de adiantar um mês e dar um de depósito pelo apartamento. Quanto ao salão, eu não dispunha de qualquer dinheiro. Depois de dois dias chegamos a uma conclusão. Ficaríamos com o salão e assumiríamos a responsabilidade de reformar, pintar e dar condições para o nosso trabalho. Isto contaria por dois meses de aluguel e seria liberado o depósito.

Este foi mais um grande milagre, coisa de Deus mesmo, pois o italiano, quase que em geral, é muito apegado ao dinheiro. Todos aqui que conhecem este fato e a pessoa em apreço, comentam sempre que realmente foi um grande milagre! Depois de 20 dias de trabalho, terminamos e deixamos pronto para a inauguração. Tudo estava pronto, plataforma, púlpito, gabinete pastoral, etc. No dia 22 de março, tivemos o culto de inauguração e dedicação daquele local para o serviço do Mestre.

            Geralmente, as Igrejas em Roma, na sua maioria absoluta, funcionam em locais subterrâneos. Talvez por ser a maneira mais econômica, pois um local sobre uma rua sempre é muito mais caro e difícil de encontrar. Porém, o que mais me preocupou foi a falta de informação destes locais. As placas de identificação normalmente estão no interfone, porém o nosso local estava sobre uma rua, com grandes portas de acesso ao salão de culto. Fizemos três grandes placas com o nome da Igreja e horário de cultos. Isto foi motivo de admiração e curiosidade para o povo daquela área. Quando estávamos colocando as placas, eles paravam o carro para perguntar o que era, porque, para quê etc. Logo pudemos observar a completa ignorância do povo com respeito a trabalhos evangélicos.

Primeiro local de culto (uma antiga fabrica) na via Giovanni Pascoli 12, Setteville - Roma. Na foto estão as três filhas e dois jovens nossos amigos da Noruega.

O auditório no dia do culto de inauguração.

Pastor Celso Cortez, missionário em Milão, fazia a apresentação da família e nos dava posse como pastor e missionário em Roma.

Alguns pastores italianos nos visitaram na inauguração, também o pastor Farinelli enviado pela Assembléia de Deus em Cuiabá recem chegados a Itália estava conosco em Roma. Estávamos fazendo a oração de dedicação do novo local para o serviço do Senhor.
Grupo de jovens louvando ao Senhor.

5 - DEUS TINHA PRESSA

Geralmente, quando um missionário vai a outro país, antes de começar o trabalho, deve ficar um tempo estudando o idioma e a cultura daquele país. Claro que este era o nosso propósito, porém ao chegarmos em Roma, Deus nos fez saber que Ele tinha pressa! Mesmo antes de pronunciar qualquer palavra em italiano, começamos o nosso trabalho. Deus é o mesmo, continua sendo o nosso JEOVÁ JIREH, Ele proveu um intérprete, fez de Ugo Sottile o nosso Arão. Este irmão que conheceu ao Senhor na sua infância, congregava com um grupo da Comunidade Evangélica em Roma porém quando chegamos na sua casa, o Senhor colocou no seu coração o desejo de cooperar conosco. Deus o tem ajudado no seu crescimento e maturidade espiritual motivando-o ao serviço ministerial. Sua esposa foi um dos cinco primeiros candidatos ao batismo. Louvamos a Deus pelo lindo trabalho que eles prestaram à obra de Deus.

6 - PEQUENAS GRANDES COISAS!

Eu estava chateado porque a única maneira de receber a minha ajuda que vinha do Brasil era através da conta bancária de um irmão. Isto tirava, em parte, a nossa privacidade. Não havia alternativa, o documento que eu tinha durante os primeiros seis meses era de turista, e como tal não podia pensar sequer em uma conta bancária. Porém como Deus é o nosso “ADONAI,” um dia eu estava fazendo um trabalho no meu escritório, de repente me parecia ouvir a voz de Deus dizendo-me: “Vá ao Banco abrir a tua conta”. Imediatamente fui a uma agência próxima a minha casa. Na porta do Banco, encontrei uma irmã e a convidei para entrar comigo para me ajudar, interpretando-me caso fosse necessário. A primeira coisa que ela me disse foi:
O irmão sabe que não pode abrir conta bancária enquanto não tiver visto de permanência?
-Sim, porém vou exercitar a minha fé - completei.
Entramos na agência bancária e a senhora que nos recebeu foi muito gentil. O fato de sermos brasileiro a deixou com muita liberdade, lembrando que já esteve por várias vezes no Brasil e começou a falar do carnaval etc.
Ao pedir os documentos, ela olhou na primeira página do passaporte, tomou os dados, anotou o meu endereço e não olhou o que seria o fundamental: O visto. Agora, o problema era que precisava de uma determinada soma de dinheiro para abrir a conta e eu não tinha nada. Primeiro  aquela senhora disse que seria impossível, porém depois de uma consulta com a gerência, fui liberado. Glória a Deus! Saí do Banco, já com o número da conta e com três dias recebi o cartão magnético sem ter um centavo na conta!!! Isto é que é Deus!

Depois de vencidos os seis meses, ou seja, a tolerância para um turista na Itália, precisava viajar ao Brasil para tramitar o visto de Ministro de Culto, porém, o grande problema seria como conseguir o dinheiro para a passagem.
           
            De repente o telefone tocou. Era a irmã Beirit Stokset (Noruega) que queria saber como eu tinha resolvido o assunto dos documentos. Disse-lhe que precisava viajar ao Brasil para resolver ali. Ela me disse que o motivo da sua chamada era para oferecer-me o dinheiro da passagem. No dia seguinte o dinheiro foi depositado na Noruega.
           
            Deus abençoou maravilhosamente a nossa viagem ao Brasil. Conseguimos o nosso visto como Ministro de Culto,  refizemos toda a nossa documentação que tinha sido roubada e regressamos para continuar no cumprimento de nossa missão na Itália. Infelizmente, não foi possível legalizar a documentação de minha esposa e dos meus filhos. Este foi um sério problema durante todo o tempo que passamos naquele país.

7 – BATISMO NAS ÁGUAS

Pela graça de Deus, realizamos o batismo de cinco novos irmãos que decididamente confessaram publicamente a sua fé em Cristo Jesus, batizando-se nas águas no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Foi realmente uma festa, e um grande milagre, segundo o conceito de vários pastores italianos. Pois aqui, geralmente, os batismo são duas ou  três pessoas, e quando acontece um número maior é realmente um milagre!
           
            Atualmente, depois de dois anos na Itália, contamos com três dezenas de membros, e alguns outros congregados, dois auxiliares que estão colaborando com a direção de cultos, e com a pregação do Evangelho. Cremos que Deus os usará em suas mãos de forma maravilhosa.
Primeiro batismo que realizamos em Roma. Além dos cinco batizandos temos o Pastor Farinelli e irmão Hugo Sotille que foi quem nos recebeu em sua casa em Roma e foi nosso intérprete até que começamos a falar um pouco o italiano. Atualmente Hugo Sotille é um dos pastores italianos e líder de uma Convenção de pastores em seu pais.


8 – ESTRATÉGIA DE DEUS: DEZESSEIS DIAS
            COMO SACERDOTE CATÓLICO.
E muito comum nesta região da Europa, epidemia de resfrios, gripe, etc. No período do inverno de 1999, segundo as estatísticas, mais de 4 milhões de italianos foram infectados com a “influenza”. Entre eles estava toda a nossa família, durante 30 dias com febre com muita tosse, vômito e desinteria. Eu fiquei em pior situação, e como era o único que tinha a documentação legal, tive acesso ao hospital do Estado, por sinal o maior hospital da Europa. Claro que no primeiro dia eu fui tratado com a maior indiferença e discriminação, como é peculiar com os estrangeiros que vivem na Itália. Porém, veja o que aconteceu: no segundo dia, descobriram na minha ficha que eu era Ministro de Culto, então a notícia correu que eu era um sacerdote. No começo, procurei explicar que era um pastor evangélico, porém eles na sua maioria não sabem nada a este respeito, então para todos os efeitos, eu era sacerdote. Logo entendí que era uma estratégia de Deus, aceitei, e passei 16 dias como sacerdote católico.

Os médicos e enfermeiros me tratavam como tal. Esta notícia me deu credibilidade em meio aos pacientes que me chamavam para “rezar” por eles, para dirimir dúvidas religiosas, etc. Um dia entrou uma senhora no meu apartamento com um postal com a “foto de Jesus” e ela me disse:

-Olhe, padre. Como Jesus era belo! Porém o mataram nesta cruz. Tomei aquela foto nas minhas mãos e aproveitei para falar do significado da morte de Jesus, e logo da sua ressurreição. Não demorou muito, aquela senhora estava chorando e dizendo-me que nunca havia escutado outro sacerdote falar coisas tão bonitas e tão comovedoras. Durante todo o tempo que estive ali, foi falando de Jesus, foi testemunhando do seu poder salvador  e transformador. Dou muitas graças ao meu Deus pelos dias quepassei naquele hospital. Dificilmente um missionário estrangeiro pode ter a oportunidade que tive, de ser ouvido por tanto tempo e com grande respeito, pois sabiam que eu era um sacerdote.
Louvo a Deus pelo privilégio que Ele me deu de ser parte do Sacerdócio Real, para anunciar as verdades daquele que nos tirou das trevas para a Sua admirável luz.


9- NOVO LOCAL DE CULTO

Deus nos deu um novo local de cultos, desta feita na VIA CASAL DEI PAZZI 150 –CAP 156.000 – ROMA. E mais ao centro, próximo à linha do metrô, com uma área de 260m². O auditório comporta umas 150 pessoas sentadas. Temos uma sala de crianças, gabinete pastoral, secretaria, uma cozinha, cantina e dois banheiros. Neste mesmo local, antes, funcionou um Salão do Reino e consequentemente já estava bem condicionado. As perspectivas são bem melhores neste novo local, exatamente pela localização.

10 – O NOSSO TEMPO NA ITÁLIA FOI CURTO

              Gostaríamos de ficar mais tempo em Roma para ver com nossos próprios olhos aquilo que Deus quer e vai fazer em meio aos italianos. Porém, algumas circunstâncias alheias à nossa própria vontade, dificultaram a nossa permanência.
           
            Antes de irmos à Itália, por várias vezes, o Senhor nos falara em profecia que a nossa Missão na Itália seria por um pequeno tempo, porém, pensávamos que este “curto tempo” seriam 10 anos. Só agora entendemos porque o Senhor não nos permitiu fazer como fazem todos os missionários que vão a uma missão transcultural. Chegamos e já “arregaçamos as mangas” e começamos a fazer a obra de Deus. Ele sabia que o nosso tempo era curto e por essa razão não nos permitiu certos privilégios.

No dia 16 de junho de 1999 retornamos ao Brasil, depois de passarmos exatamente dois anos e meio na Itália. Não tenho certeza de ter terminado a nossa missão, porém, de uma coisa estamos certos: começamos, lançamos os fundamentos e louvamos a Deus porque Ele nos ajudou, nos deu o “Bom Material” para empregarmos nesta fundação.

Neste pouco tempo, reconhecendo que somos missionários, procuramos investir nos nacionais. Louvamos a Deus pela vida de UGO SOTTILE e sua esposa MARIA JOSE, e  VICENZO GRANATINA  e sua esposta MARIA AUGUSTA, casais de obreiros que discipulamos ao ministério, que estão colaborando com a direção dos cultos e  com a pregação da palavra de Deus. Retornamos, porém cremos que o trabalho em Roma terá continuidade, pois “Aquele que começou a boa obra há de aperfeiçoá-la”.

Com a devida aprovação do CADEG (Brasília DF), passamos nossa Administração Eclesiástica e o modesto patrimônio da “CHIESA EVANGELICA ASSEMBLEA DI DIO MISSIONARIA”, com sede em Via Casal Dei Pazzi 150, Roma, ao Centro Missionário Pentecostale Europeo, com sede em Torino-Itália. O referido Centro é um Projeto Missionário da Igreja Assembléia de Deus em Volta Redonda (RJ), liderada pelo pastor Davi Cabral.

11- CULTO DE DESPEDIDA EM ROMA E POSSE DO  

NOVO PASTOR


    No dia 23 de maio, a nossa Igreja em Roma se reuniu no seu templo em Via Casal Dei Pazzi 150, para cultuar a Deus em um culto especial. Na oportunidade minha família e eu, mesmo que com um profundo pesar, porém com a certeza de estarmos no centro da vontade de Deus, apresentamos as nossas despedidas e agradecimentos à Igreja local.
   
             Em seguida, passamos a administração eclesiástica e patrimonial ao CENTRO MISSIONARIO PENTECOSTAL  EUROPEU, com sede em Torino, na pessoa de seu presidente pr. Davi Loureiro. Logo foi empossado o pr. Celso Cortez, como o nosso substituto no pastorado.
            Uma caravana de irmãos de Milão e Torino, acompanhados de seus pastores, abrilhantaram a mencionda reunião. 



Hugo Sottille dirigindo o culto.

Pastor Inezilo pregando sua ultima mensagem antes de passar o pastorado ao seu sucessor.

O auditorio do novo local de culto na Via Casal dei Pazzi 150, na Rebbibia.

Pastor José Antonio de Torino orando pelo pastor Celso Cortez  e família no momento em que recebiam o pastorado da Igreja de Roma em substituição ao Pastor Inezilo Cunha

Grupo de irmãos em Roma no dia da nossa despedida.

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